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À minha frente, um gigante maravilhoso,
tão belo, calmo, mas que se revolta e trai,
encanta e inspira, sempre tão misterioso,
e da memória de quem conhece, não sai.
Esse gigante, eu tenho ali ao meu dispor,
sempre querendo me abraçar e envolver,
se vem o sol, refresca e acalma meu calor,
mas se vem chuva, ele parece entristecer.
Em alguns dias posso vê-lo bem raivoso,
fico de longe, vou procurando entender,
eu o admiro, não me cansa, é majestoso.
Não é só meu, ele pertence a muita gente,
não tenho ciúme, sei que é difícil esquecer
esse mar verde, azul, cinzento, transparente.
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